| Publicação no jornal on-line Século Diário por Thaise Saether De acordo com vereador Jamir Malini, do PTN, a construção de galeria que cobrirá córrego, no município da Serra, já chega a R$ 4 milhões e não resolve o problema de alagamentos na região. A denuncia do vereador junto ao Executivo aguarda resolução desde abril deste ano, quando foi feita solicitação oficial de limpeza do córrego, relatando a situação do local. Até então, autoridades públicas não se manifestaram. O córrego Doutor Robson se estende de Cascata à Lagoa do Juara, também conhecida como lagoa do Juá e lagoa de Jacaraípe. O assoreamento do córrego tem afetado a população de mais de seis bairros do município. O crescente número de alagamentos e os transtornos causados nas casas e ruas com as enchentes são responsáveis por prejuízos materiais e à saúde. Segundo o edil, projeto da Prefeitura Municipal da Serra que prioriza somente a construção de galerias em trechos do córrego não resolve a situação totalmente, em razão da falta de limpeza do leito e das margens. Para ele, uma série de erros vem sendo cometida, e critica o projeto em andamento desde agosto, no bairro de Vista da Serra I, orçado em R$1,3 milhão. “A população está sofrendo com as enchentes. Não adianta ter uma galeria bonita na cobertura do córrego e esquecer da questão primordial que é a limpeza da saída córrego, que é onde há a vazão da água”. Jamir Malini, que vivi na Serra há 33 anos, relata que quase todo ano a situação se repete. “Há quatro anos não é tomada nenhuma medida para realização de limpeza do córrego. Desde 2006 eles não voltaram a fazer nada e o mato tomou conta. É nisso que se baseia a minha solicitação”. No pedido, é solicitado que sejam tomadas medidas nos bairros Vista da Serra I, Planalto Serrano, Serra Dourada II, Santa Rita de Cássia, Jacaraípe e Residencial Jacaraípe. As movimentações para resolução da questão ainda não foram acertadas. Por enquanto, apenas propostas verbais foram feitas pelas secretarias responsáveis. O secretário de Serviços Urbanos, da Serra, Aldair Celestino Xavier de Souza, não foi encontrado para responder aos questionamentos. O assoreamento é uma das causas de morte de rios e córregos, devido à redução de profundidade. Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam solos e rochas, formando depósitos de sedimentos nas margens e nos leitos. O assoreamento é um fenômeno muito antigo e ocorre desde o registro da existência de mares e rios do planeta. Este processo natural já encheu o fundo dos oceanos em milhões de metros cúbicos de sedimentos. No entanto, a interferência do homem tem sido responsável por acelerar este processo através dos desmatamentos e a construção de favelas em encostas. São provcessos que, além de desmatar, causam a erosão acelerada devido à declividade do terreno, a técnicas agrícolas inadequadas e à ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem seu papel de absorvedor de águas. |
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Obras e alagamentos: assoreamento de córrego na Serra afeta mais de 6 bairros
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